Onde quer que haja mulheres e homens,há sempre o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender Paulo Freire
sábado, 29 de agosto de 2015
sábado, 20 de junho de 2015
Brincando com o corpo
A LINGUAGEM CORPORAL
Antigamente a sensação tátil era espiritual, hoje é física. Rudolf
Steiner diz que “se o Homem não tivesse tato, não teria também o sentido da
divindade” (DANTA, BORBA E FEDERZONI, 2006).
O sentido do equilíbrio também chamado de sentido de orientação está
diretamente ligado ao movimento, nos habilita permanecer eretos contra a
gravidade em equilíbrio estático, com nossas mãos livres para agir no mundo,
cuidar e consolidar o outro, dando-nos a noção de âncora, de estar seguro no
mundo.
A
inteligência corporal-cinestésica está relacionada com o movimento físico e com
o conhecimento do corpo. É a habilidade de usar o corpo para expressar uma
emoção (dança e linguagem corporal) ou praticar um esporte, por exemplo.
As percepções cinestésicas dão notícias do espaço, da forma e do movimento
percebidos através do corpo todo ou parte dele. Desenvolvem habilidades motoras
grossa e fina, trabalha a imagem corporal e geografia corporal. Está
relacionado com a fala e com o sentido da linguagem
Segundo Schroeter (1975), a aprendizagem motora está intimamente
ligada à aquisição, aperfeiçoamento, estabilização, emprego e conservação das
habilidades motrizes. A aprendizagem em si, não é resultante de um processo
exterior, é preciso acima de tudo que haja uma sensibilidade e uma percepção
interior, para que flua naturalmente as vontades exteriores. Essa descoberta da
aprendizagem motora se dá por uma integração entre o pensamento e a ação. O
movimento humano depende essencialmente dessa integração, sem a qual não há
educação nesse processo.
Segundo Isaia (1995), o ser humano possui distintas competências
intelectuais que operam de acordo com seus próprios procedimentos, possuindo
uma história de desenvolvimento própria e um específico sistema de regras de
funcionamento. Estas competências incorporam habilidades diversificadas, sendo
consideradas, a partir disto, inteligências múltiplas ou estruturas da mente.
Deste modo fica evidenciado que as atividades físicas pedagógicas tem
importante papel no desenvolvimento orgânico e na psique do individuo, devendo
ser orientado para uma maturação física, intelectual e emocional da criança.
A seguir um plano de aula voltado para Educação Infantil, valorizando a descoberta do corpo e seu movimento.
Plano de Aula para Educação Infantil: 3 e 4 anos
Disciplina: Educação Física
A caminhada e a corrida
OBJETIVOS:
Perceber a mudança de ritmo corporal conforme variação da intensidade do
movimento. Desenvolver auto-observação e conhecimento do corpo.
DURAÇÃO:
01 hora
METODOLOGIA:
Os alunos deverão ser colocados em fila e direcionadas para a quadra da escola.
Deve-se utilizar música para organização da fila.
Chegando
a quadra a professora os alunos devem permanecer em fila lateral, ficando todos
de frente para a professora, que nesse momento deve pedir a todos para respirar
bem fundo, repetindo isso por 03 vezes. Em seguida, pedir para que os alunos
tentem ouvir a batida de seu coração; depois, ouvir o coração do colega e dizer
se estão no mesmo ritmo ou em ritmos diferentes, buscando identificar essa
diferença caso ela seja percebida.
Após
colhida essas informações, as crianças devem ser levadas para um caminho com obstáculos
no chão, com círculos e bastonetes, conforme abaixo:
Repetir esse percurso
por umas 03 vezes, incentivando as palmas das crianças no ritmo da música. Ao
final, colocar novamente as crianças em fila lateral, de frente para o
professor e solicitar que ouçam as batidas de seus corações novamente, e de
seus colegas.
Questioná-los se dessa
vez o coração está batendo mais rápido que da vez anterior e o porquê eles
acham que isso aconteceu. Incentivá-los a compreender que as reações do corpo
são uma resposta para as nossas ações.
Por fim, estabeleça um
espaço que as crianças devam ir correndo de um lado a outro, por 03 vezes.
Ao final repita o
momento de auto-observação para escuta dos batimentos do coração. Oriente-os a
perceber o que mais tem diferente no corpo após este momento de corrida: estão
suando?; a respiração está mais rápida?; porque isso acontece?
RECURSOS
METODOLÓGICOS:
Bastonetes, círculos, aparelho de som para reprodução de música.
PROPOSTA
DE AVALIAÇÃO:
A avaliação será feita através da observação quanto à
participação e oitiva dos relatos dos alunos. Eles deverão ser capazes de
identificar ritmos e reações do próprio corpo após os movimentos propostos.
domingo, 31 de maio de 2015
PNE PRA VALER
É cada vez mais comum ouvir falar nos noticiários ou ler nos jornais matérias que mencionam o Plano Nacional de Educação (PNE). A discussão se intensificou cada vez que o documento foi chegando mais perto de sua aprovação final pela presidente Dilma Rousseff, que ocorreu no dia 25 de junho. Mas nem todos estão a par do que é o Plano e como ele deve influenciar o dia a dia das escolas.
"O PNE é o grande guia para que possamos mudar a Educação brasileira de forma estruturante", revelou o Ministro da Educação Henrique Paim em evento ocorrido dia 19 de agosto em São Paulo. Diferentemente do Plano anterior, que tratava mais de acesso, esse novo Plano preocupa-se também com a qualidade da Educação.
O Plano Nacional de Educação (PNE) é um documento com diretrizes para políticas públicas de educação para o período de 2011 a 2020. O projeto original saiu dos debates ocorridos na Conferência Nacional de Educação (Conae), em 2010, com o intuito de substituir o primeiro plano (2001-2010).
Em 15 de dezembro de 2010, o Projeto de Lei do Plano Nacional de Educação (nº 8.035/10) foi enviado ao Congresso pelo governo federal. Nestes dois anos em tramitação na Câmara, o PNE sofreu mais de 3 mil emendas. O texto foi aprovado no Senado em 17 de dezembro de 2013, mas como a Casa fez alterações no texto, ele precisou voltar para a Câmara dos Deputados. O texto-base foi aprovado, enfim, em 28 de maio e seguiu para a sanção da presidente Dilma Rousseff - que o sancionou sem vetos.
Uma grande conquista do Plano foi a aprovação dos 10% do PIB nacional para a Educação, ainda que parte desse montante possa ser destinada para o Programa Universidade para Todos (ProUni), que concede isenção fiscal a escolas e faculdades privadas com bolsas de estudos, assim como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Ciência Sem Fronteiras. Ativistas e deputados contrários à inclusão desses programas na cota de recursos do PNE acreditam que a medida distorce a meta de 10% do PIB para educação pública em 2024, pois o uso da verba para isenções fiscais, bolsas de estudos e subsídios em financiamento comprometeriam o investimento na educação pública como prioridade.
Além desse, há outros pontos polêmicos, como o combate da desigualdade de gênero. O tema estava presente no texto inicial, mas a redação foi alterada para "a erradicação de todas as formas de discriminação".
Abraços e até a próxima!
Fonte:
http://educarparacrescer.abril.com.br/politica-publica/plano-nacional-educacao-762389.shtml
Interessado em saber mais!? Acesse: http://educarparacrescer.abril.com.br/politica-publica/metas-plano-nacional-educacao-855800.shtml
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