quarta-feira, 20 de abril de 2016

O papel do pedagogo hospitalar
Por: Andrieli Silva
RESUMO
Este artigo tem como finalidade apresentar a história e a atuação do pedagogo no ambiente hospitalar uma nova modalidade de atuação deste profissional, o hospital e um local onde a aprendizagem pode favorecer muito a criança ou adolescente internado, dando a oportunidade do paciente continuar seus estudos sem ser prejudicado na escola regular durante a sua internação. As atividades pedagógicas favorecem o paciente na sua recuperação dando suporte também a família do paciente.
Palavras-chave: Espaço não escolar. Pedagogia hospitalar. Educação.
Introdução
O profissional que trabalha na área da saúde deve zelar pelo bem estar físico e psíquico do paciente. O pedagogo possui um papel muito importante vem conquistando seu espaço e a classe hospitalar é um desses espaços.
Nos hospitais há crianças e adolescentes internados que muitas vezes perdem o ano letivo por permanecerem hospitalizados. O pedagogo neste espaço, tem papel fundamental dentro da educação, pois tem como finalidade acompanhar a criança ou adolescente no período de ausência escolar.
O trabalho existe do pedagogo hospitalar mas deveria se dar mais atenção para que fossem criados classes hospitalares em todos os locais da saúde. Este trabalho caracteriza - se por educação especial realizado com diferentes atividades e por atender crianças e adolescentes internados, recuperando a criança num processo de inclusão oferecendo condições de aprendizagem. A classe hospitalar oferece à criança a vivência escolar. O professor, neste caso, precisa ter um planejamento estruturado e flexível. O ambiente da classe hospitalar deve ser acolhedor, um espaço pedagógico alegre e aconchegante fazendo com que a criança ou adolescente enfermo melhorem emocional, mental e fisicamente.
(...)a necessidade de formular propostas e aprofundar conhecimento teóricos e metodológicos, visando em atingir o objetivo de dar continuidade aos processos de desenvolvimento psíquico e cognitivo das crianças e jovens hospitalizados (CECCIM, R. B. & FONSCECA, 1999, p.117).
A pedagogia hospitalar poderá atuar nas unidades de internação ou na ala de recreação do hospital.Como direito da criança, “desfrutar de alguma recreação, programas de educação para a saúde e acompanhamento do currículo escolar durante sua permanência no hospital”. (CNDCA, 1995).
Esta nova prática pedagógica ameniza o sofrimento da criança internada no hospital, o paciente se envolve em atividades direcionadas por profissionais voltados a área da educação, desta forma, ele retorna mais confiante no seu regresso na sociedade.
A pedagogia hospitalar é um modo de ensino da Educação Especial que visa a ação do educador no ambiente hospitalar, no qual atende crianças ou adolescentes com necessidades educativas especiais transitórias, ou seja, crianças que por motivo de doença precisam de atendimento escolar diferenciado e especializado. Cabe ao hospital buscar alternativas e métodos qualificados que possibilitem aos pacientes usufruírem de abordagens educativas por um determinado espaço de tempo.
Este novo espaço de educação nos hospitais é desenvolvida pela necessidade de atender crianças afastadas da escola e também é um espaço de ajuda nos transtornos emocionais, causados pela internação, como a raiva, insegurança, incapacidades e frustrações que podem prejudicar na recuperação do paciente.
A Pedagogia Hospitalar é um processo alternativo de educação, pois ultrapassa os métodos tradicionais escola/aluno, buscando dentro da educação formas de apoiar o paciente no hospital. É um atendimento que pode auxiliar no processo de recuperação do paciente, caracterizado como uma nova modalidade educacional. Conforme Ceccim apud Ortiz e Freitas “ parece-me que, para a criança hospitalizada, o estudar emerge como um bem da criança sadia e um bem que ela pode resgatar para si mesma como um vetor de saúde no engendramento da vida, mesmo em fase do adoecimento e da hospitalização” (2005, p.47).[1]
A pedagogia hospitalar é um desafio, nesta área o pedagogo desenvolve um trabalho solidário ajudando pacientes prejudicados na sua escolarização, proporcionando conhecimento e qualidade de vida ao paciente. A educação no hospital tem como princípio, o atendimento personalizado ao educando na qual se trabalha uma proposta pedagógica com as necessidades, estabelecendo critérios que respeitem a patologia do paciente. No hospital a criança está longe do seu cotidiano voltado pelos amigos, brincadeiras e escola entrando em contato com integrantes do hospital enfermeiras, médicos além da família, por isso e fundamental a atenção do educador, em articular atividades para a aceitação do paciente no hospital.
Também e importante trazer para o hospital objetos pessoais das crianças como ursinhos, travesseiros, brinquedos...etc. para tranqüilizar a criança durante sua internação.De acordo com Matos
o educador deve buscar em si mesmo o verdadeiro sentido de "educar", deve ser o exemplo vivo de seus ensinamentos e converter sua profissão numa atividade cooperadora do engrandecimento da vida. Para isso deve pesquisar, inovar e incrementar seus conhecimentos pedagógicos, expandir sua cultura geral e procurar conhecer e desenvolver novos espaços educacionais que possam de certa forma amenizar e possibilitar continuidade educativa. Dentro deste ângulo de possibilidade educativa cabe ressaltar uma área de educação diferenciada – o hospital – onde se encontram crianças em tempo de escolarização, porém afastadas do ambiente de sala de aula, algumas por tempo prolongado devido a enfermidades. Daí a necessidade de transferência do local comum de aprendizagem – a escola – para o hospital.   ( 1998, p. 4).
O hospital é um espaço que necessita de um pedagogo hospitalar pois muitas crianças e adolescentes perdem o ano letivo por estarem hospitalizados, pensando neste problema o pedagogo deve atuar neste espaço onde as situações de aprendizagem fogem do ambiente escolar. No hospital, as crianças são ignoradas como alunos e vistas somente como pacientes.
A educação é fundamental e deve estar presente sempre independente das condições que a pessoa se encontre, neste caso a pedagogia hospitalar contribui possibilitando que a criança e o adolescente continue aprendendo. Há muitas crianças hospitalizadas que precisa de atendimento escolar. Para Libâneo
a Pedagogia é uma área de conhecimento que investiga a realidade educativa no geral e no particular, mediante conhecimentos científicos, filosóficos e técnicos profissionais buscando explicitação de objetivos e formas de intervenção metodológicas e organizativas em instâncias da atividade educativa implicada no processo de transmissão/ apropriação ativa de saberes e modo de ação. (2001, p. 44).
O aumento de classes hospitalares e a preparação do pedagogo hospitalar é uma das questões que necessitam reflexão e estudo. Justifica – se, neste sentido o estudo proposto: o papel do pedagogo hospitalar, cujos objetivos são analisar a importância do pedagogo hospitalar, reconhecendo a formação do mesmo para promover processos educativos neste espaços não escolar, identificar os princípios que orientam a atuação do pedagogo hospitalar, investigar estratégias pedagógicas para atuação do pedagogo no espaço hospitalar.
A metodologia para o estudo estará centrada na análise quantitativa dos dados coletados, em uma investigação que permite obter conhecimento acerca da pedagogia hospitalar. A metodologia segundo Barros
consiste em estudar e avaliar os vários métodos disponíveis, identificando suas limitações ou não ao nível das implicações de suas utilizações. A Metodologia, num nível aplicado, examina e avalia as técnicas de pesquisa bem como a geração ou verificação de novos métodos que conduzem à captação e processamento de informações com vistas à resolução de problemas de investigação. ( 1986, p.1 ).
A metodologia esta relacionada com o método quanto a forma de realizar coleta e analise de informações. Para Oliveira
o Método deriva da Metodologia e trata do conjunto de processos pelos quais se torna possível conhecer uma determinada realidade (..)” que “nos leva a identificar a forma pela qual alcançamos determinado fim ou objetivo. ( 1997, p. 57).
Desenvolvimento
De acordo com as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica no que diz respeito à classe hospitalar no artigo 13 da resolução nº 2 de 2001 essa modalidade já é reconhecida oficialmente.
No século XVI está se ampliando o mercado de trabalho para o pedagogo, em espaços não - escolares. O pedagogo tem novos campos de atuação saindo do cotidiano escolar, que até pouco tempo, era seu único espaço de trabalho, para se inserir em novos locais com uma visão diferente da atuação deste profissional. Abrem-se novos espaços para educação, em locais como hospitais, ONGs, empresas, eventos..., esse contexto vem mudando a idéia que o pedagogo está apto somente para ficar dentro de uma sala de aula,estendendo –se para outros espaços pois nos espaços que há ensino há prática pedagógica. O pedagogo está se inserindo em diversas áreas no mercado de trabalho mostrando sua capacitação visando à aprendizagem do conhecimento humano. Conforme Libâneo
todos os educadores seriamente interessados nas ciências da educação, entre elas a Pedagogia, precisam concentrar esforços em propostas de intervenção pedagógica nas várias esferas do educativo para enfrentamento dos desafios colocados pelas novas realidades do mundo contemporâneo. (1995,p.59).
A formação no curso de Pedagogia está possibilitando novos campos de atuação, desafiando a todos os pedagogos na sua prática educativa nos espaços não escolares valorizando a educação e trazendo novas conquistas.
Hospital
De acordo com o dicionário Aurélio, o hospital é um local destinado ao diagnóstico e ao tratamento de doentes, onde se pratica também a investigação e o ensino.
Com o passar do tempo, a noção passou a dizer respeito à qualidadeSegundo definição do Ministério da Saúde, um espaço de educação. de acolher/hospedar alguém bem e com satisfação.
Hospital é a parte integrante de uma organização médica e social, cuja função básica consiste em proporcionar à população assistência médica integral, curativa e preventiva, sob quaisquer regimes de atendimento, inclusive o domiciliar, constituindo-se também em centro de educação, capacitação de recursos humanos e de pesquisas, em saúde, bem como de encaminhamento de pacientes, cabendo-lhe supervisionar e orientar os estabelecimentos de saúde a ele vinculados tecnicamente. (BRASIL, 1977, p.3929).
Antigamente, um hospital era um local onde se exercia a caridade a pessoas pobres, doentes, órfãs, idosas e a peregrinos, acolhidos por monges e freiras.
O hospital como estabelecimento de saúde, tem como finalidade cumprir as funções de prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças. Os hospitais podem ser gerais, psiquiátricos, geriátricos e materno-infantis (as maternidades), entre outras especialidades.
1-História da Pedagogia Hospitalar
Foi no período da segunda guerra mundial o grande número de crianças mutiladas e sem atendimento escolar que fez com que um grupo de médicos se mobilizassem para dar atendimento a essas crianças.
De acordo com Esteves (2008),a Pedagogia Hospitalar começou a partir da década de 90 no qual os órgãos públicos sentiram a necessidade de inserir o serviço do pedagogo hospitalar, complementando a área da educação especial no Brasil. É uma proposta diferenciada de ensino que tem a finalidade de acompanhar as crianças que estão afastada da escola por estarem doentes.
A pedagogia hospitalar foi criada para atender especificamente as crianças e adolescentes internados que estão fora da escola, dando apoio necessário para que os mesmos não percam o contato com o processo ensino aprendizagem. No momento presente, há uma grande conscientização dos profissionais para implantar a prática em todos os espaços de saúde.
Na França, por exemplo, em 1939 é criado o Centro Nacional de Estudos e de Formação para a Infância Inadaptadas de Surenes - C.N.E.F.E.I que criou um grupo de professores para trabalhar em hospitais. Apartir disso foi criado o cargo de professor hospitalar pelo Ministério de Educação da França. Segundo, Esteves apud Amaral e Silva “A criação de classes hospitalares em hospitais é resultado do reconhecimento formal à crianças internadas com necessidades educacionais, um direito à escolarização”( 2003, p.1). No Brasil na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, o tratamento pedagógico hospitalar teve início na década de 50, na cidade do Rio de Janeiro pelo Hospital Escola Menino Jesus que ainda mantém até hoje as suas atividades às crianças e adolescentes internados.
Quanto ao profissional pedagogo segundo Calegari apud Simancas e Lorente (1990), a sua atuação em    ambientes clínicos ou hospitalares se faz presente desde 1979 em uma clínica na cidade de Navarra, na Espanha, que pela internação de sua irmã, uma acadêmica de Pedagogia inicia práticas pedagógicas, sendo posteriormente tomadas como exemplos em outras unidades. Conforme a autora a partir de então a prática pedagógica em hospital passa a ter um curso de formação naquele país.(CALEGARI,2003,p.89).
2- Papel do pedagogo
O pedagogo hospitalar tem papel fundamental dentro da educação pois tem como finalidade acompanhar a criança ou adolescente no período de ausência escolar, internados em instituições hospitalares.
O trabalho existe, porém deveria ter mais atenção para que fossem criados classes hospitalares em todos os locais da saúde, bem como atendimento de ensino de educação especial na modalidade de educação especial caracterizado pela realização de diferentes atividades e por atender crianças e adolescentes internados, recuperando a criança em um processo de inclusão, oferecendo condições de aprendizagem. A classe hospitalar oferece à criança a vivência escolar, o professor precisa ter um planejamento estruturado e flexível. O ambiente da classe hospitalar deve ser acolhedor, um espaço pedagógico alegre e aconchegante fazendo com que a criança enferma melhore emocional, mental e fisicamente.
A pedagogia hospitalar poderá atuar nas unidades de internação ou na ala de recreação do hospital. Esta nova prática pedagógica ameniza o sofrimento da criança internada no hospital, o paciente se envolve em atividades pedagógicas planejadas por profissionais voltados a área da educação.Para Ortiz(1999):"A classe hospitalar é uma abordagem de educação ressignificada como prioridade, ao lado do tratamento terapêutico".
A pedagogia hospitalar é um modo de ensino da Educação Especial que visa a ação do educador no ambiente hospitalar, no qual atende crianças com necessidades educativas especiais transitórias, ou seja, crianças que por motivo de doença precisam de atendimento escolar diferenciado e especializado. Cabe ao hospital buscar alternativas e métodos qualificados que possibilitem aos pacientes usufruírem de abordagens educativas por um determinado espaço de tempo.
Este novo espaço de atuação do Pedagogo vem sendo estudado como uma nova visão de ensinar, dando oportunidade as crianças afastadas da escola por motivos de saúde, também ajuda nos transtornos emocionais causados pela internação, como a raiva, insegurança, incapacidades e frustrações que podem prejudicar na recuperação do paciente.
A Pedagogia Hospitalar é um processo alternativo de educação, pois ela ultrapassa os métodos convencionais escola/aluno, buscando dentro da educação formas de apoiar o paciente ( crianças e adolescentes ) hospitalizados.
A pedagogia hospitalar é um desafio, para o pedagogo que desenvolve um trabalho humanizado ajudando pacientes prejudicados na sua escolarização, proporcionando conhecimento e qualidade de vida ao paciente. A educação no hospital tem como princípio o atendimento personalizado ao educando na qual se trabalha uma proposta pedagógica com as necessidades, estabelecendo critérios que respeitem a patologia do paciente. No hospital a criança está longe do seu cotidiano voltado pelos amigos, brincadeiras e escola entrando em contato com integrantes do hospital enfermeiras, médicos além da família, por isso e fundamental a atenção do educador em articular atividades para a aceitação do paciente,na situação de internação no hospital.
O professor deve se adaptar a realidade em que a criança se encontra no hospital como a área disponível para a realização das atividades lúdicas pedagógicas, recreativas; densidade de leitos na enfermaria pediátrica e dinâmica da utilização do espaço; adaptar agenda de horários.O pedagogo ao implantar uma classe hospitalar deve se preocupar com a presença da brinquedoteca. Para Cunha (2001), vem abordar a infância e a função da brinquedoteca, em que esta última configura-se como um espaço destinado à brincadeira, onde a criança brinca sossegada, sem cobrança e sem sentir que está perdendo tempo, estimulando sua auto-estima e o processo sócio-cognitivo.
Atuação de recreadores e também a presença dos pais ou responsáveis integrando –os nas atividades correntes de uma classe hospitalar. Segundo Cunha
as formas de convivência democrática encorajam a autonomia e estimula o amadurecimento emocional. Nesse espaço tão especial que é a brinquedoteca, a criança pode conhecer novos tipos de relacionamento entre as pessoas de forma prazerosa e enriquecedora (...) (p.37).
O profissional deve ser criativo explorar os espaços, podendo assim realizar dinâmicas de teatro, propor maneiras e materiais alternativos na confecção de jogos e brinquedos. Sendo assim, as classes hospitalares possuem uma pedagogia caracterizada pela educação sistematizada, no qual a planejamento no ensino, avaliação, encontro e socialização das crianças e professores, no hospital deve proporcionar um espaço onde as crianças possam expor seus trabalhos (murais), lugar para guardar lápis, papéis, cadernos, etc.
O local deve ser lúdico e recreativo tendo jogos e brincadeiras, realizadas de acordo com o estado do paciente, com o intuito de expressar a partir de uma linguagem simbólica, medos, sentimentos e idéias que ajudem no enfrentamento da doença e do ambiente. O trabalho do pedagogo hospitalar também tem como proposta a intervenção terapêutica procurando resgatar seu espaço sadio, provocando a criatividade, as manifestações de alegria, os laços sociais e a diminuição de barreiras e preconceitos da doença e da hospitalização, a metodologia deve ser variada mudando a rotina da criança no qual permanece no hospital.
Uma das didáticas utilizadas é a utilização de atividades nas áreas de linguagem (narrativa de histórias, problematizações, leitura de imagem, comunicação através de atividades lúdicas), estas atividades podem auxiliar numa prática humanizada no atendimento Escolar / Hospitalar.“ Ser diferente e por isso, ter de ficar de fora é muito doloroso, vencer os obstáculos impostos pela doenças, ao contrário é vitória, aprendizagem e desenvolvimento. E as classes hospitalares podem ter esse mérito.” (FONSECA E CECCIM,1999 p.71).
Os materiais pedagógicos devem ser manuseados e transportados com facilidade, podendo utilizar teclados de computador adaptados, suporte para lápis, o Softwares educativos, vídeos educativos, etc.
CONSIDEREÇÕES FINAIS
O pedagogo que desenvolve seu trabalho no ambiente hospitalar tem uma importante função na sociedade, é um espaço novo para a atuação do mesmo por isso deve ter clareza da sua atuação neste espaço que envolve muitos cuidados e dedicação pois os pacientes envolvidos no processo de aprendizagem necessitam de muita atenção e compreensão. As crianças e adolescentes que ali permanecem precisam de muito apoio tanto físico quanto emocional e o pedagogo pode contribuir para que a melhora deste paciente seja satisfatória pois o pedagogo tem a possibilidade de aliviar a ansiedade da criança através de suas praticas pedagógicas voltada para a mesma envolvendo a família que e muito importante neste processo de cura e recuperação da criança.
Porém, para que haja um trabalho de qualidade e preciso avançar na execução do trabalho, exemplo disso e a carência de ensino nos cursos de graduação na Pedagogia voltado ao trabalho hospitalar.
A pedagogia hospitalar da suporte ao desenvolvimento de aprendizagem do aluno dentro do hospital garantindo o direito da criança dar continuidade aos seus estudos, motivando a mesma a continuar depois de sua alta do hospital, mas essa pratica o paciente ficaria privado de seus estudos, limitado a aprender os conteúdos escolares.
Fonte:http://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/educacao/o-papel-pedagogo-hospitalar.htm


A ATUAÇÃO DO PEDAGOGO EM ESPAÇOS NÃO ESCOLARES

Por muitos anos, o processo educativo foi visto como uma prática institucional pertencente apenas à escola, sendo esta o único lugar onde o pedagogo poderia atuar.

Contudo, o desenvolvimento tecnológico, juntamente com a ideologia global de uma sociedade inclusiva e da igualdade social, fez com que emergisse uma nova forma de pensar a educação: o
processo educativo se tornou prioridade não mais apenas da escola institucionalizada, como também de outros espaços cujo objetivo é a formação humana.
O processo de ensino-aprendizagem se dá em diferentes espaços nos quais a atuação do educador se faz indispensável. Todavia, a formação humana, em qualquer espaço, escolar ou não escolar, necessita de um profissional que esteja preparado para lidar com a prática pedagógica sistematizada ou não.

Surge daí a necessidade de um mediador que fosse capaz de formar esses profissionais, relacionando a teoria com a prática. Esse mediador teria que saber lidar com a prática de ensino, sem deixar de lado seu caráter humano, sua preocupação com o sujeito. E esse profissional não podia ser ninguém mais que o pedagogo.
Não diferente é a necessidade da atuação do pedagogo no âmbito social, hospitalar, entre outros: a pedagogia tem a prática educativa como objetivo de estudo e essa prática acontece em outros lugares, não somente na escola.

E a formação do pedagogo está diretamente relacionada com as transformações contemporâneas, enfocando o desenvolvimento humano, o trabalho em equipe, o aprofundamento teórico, estudando os processos de aprendizagem, as estratégias de ensino, dentre outros requisitos que conferem ao pedagogo sua especificidade.

 Fonte:http://periodicos.pucminas.br/index.php/pedagogiacao/article/view/4481/4606

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

REFLEXÃO SOBRE LINGUAGEM MATERNA E LINGUAGEM MATEMÁTICA

A propósito da Matemática é comum ouvirmos termos e expressões como as que se seguem: "a matemática é uma linguagem abstracta", "a linguagem da matemática é de difícil compreensão aos alunos", "a linguagem da matemática é precisa e rigorosa". Sendo a matemática uma área do saber de enorme riqueza, é natural que seja pródiga em inúmeras facetas; uma delas é, precisamente, ser possuidora de uma linguagem própria, que em alguns casos e em certos momentos históricos se confundiu com a própria matemática. Na realidade, esta linguagem é um meio de comunicação possuidor de um código próprio, com uma gramática e que é utilizado por uma certa comunidade. Esta linguagem tem registos orais e escritos e, como qualquer linguagem, apresenta diversos níveis de elaboração, consoante a competência dos interlocutores: a linguagem matemática utilizada pelos "matemáticos profissionais", por traduzir ideias de alto nível, é mais exigente do que a linguagem utilizada para traduzir ideias numa aula ou em uma convers informal. Da mesma forma, a linguagem natural assume registos de complexidade diferente dependendo da competência dos falantes. A comparação que se faz entre a linguagem  materna (natural) e a linguagem da Matemática,  apresenta diferenças marcantes. Desde logo, porque a linguagem matemática não se aprende a falar em casa, desde tenra idade – aprende-se, isso sim, a utilizar na escola. A aprendizagem da matemática apresenta, também, diferenças quando comparada com a aprendizagem de uma segunda língua natural – que habitualmente também ocorre numa escola – pois não encontramos, no dia-a-dia, um grupo de falantes que a utilize, em exclusividade, para comunicar. A linguagem da matemática carece pois do complemento de uma linguagem materna.
Na verdade, a linguagem matemática dispõe de um conjunto de símbolos próprios, codificados, e que se relacionam segundo determinadas regras, que supostamente são comuns a uma certa comunidade e que as utiliza para comunicar. Porque os falantes são dotados da capacidade de falar, a linguagem da matemática dispõe de um registro oral e, assim, podemos falar de uma linguagem matemática oral. Esta linguagem utiliza a língua natural como língua suporte. Embora com diferenças, a linguagem escrita da matemática tem um caráter mais universal do que a linguagem oral.
As práticas dos professores têm uma forte componente de linguagem. Estas práticas estão muitas vezes embebidas das visões e dos valores dos professores, de entre outras, sobre o lugar da linguagem e da comunicação no ensino e na aprendizagem da matemática. A linguagem da aula de matemática, além das concepções dos professores, é influenciada por outros fatores, como sejam as aprendizagens anteriores dos alunos, o nível sócio-cultural e a formação de professores.Daí a qualidade do trabalho desenvolvido por uma turma, e consequentemente o tipo de linguagem e a qualidade da comunicação, depende, em grande medida, da forma como o professor organiza as situações de ensino/aprendizagem, da forma como organiza o trabalho dos alunos, de como os orienta e das tarefas que apresenta (linguagem).Cabe ao professor encontrar tarefas que sejam equilibradas para cada tipo de alunos, ou seja, que sejam abordáveis por estes mas, ao mesmo tempo, desafiantes. As tarefas rotineiras, vulgarmente designadas por exercícios, não são, normalmente, geradoras de grande discussão entre os alunos, uma vez que o modo de resolução assenta num algoritmo já conhecido destes. As tarefas demasiado difíceis para os alunos  sem nenhum tipo de familiaridade  são, no outro oposto, inibidoras do desencadear da comunicação, que na maior parte dos casos bloqueiam totalmente.
É necessário que o professor escute os alunos e lhes peça para explicitarem o seu pensamento, pois se querem ajudar os alunos a valorizarem a Matemática, de forma a tirarem partido do seu poder, é fundamental mudarem as suas práticas, dando tempo para os alunos explorarem, formularem problemas, desenvolverem estratégias, fazerem conjecturas, raciocinando sobre a validade dessas conjecturas, discutirem, argumentarem, preverem e colocarem questões. Esta nova visão da comunicação na sala de aula, pressupõe um outro tipo de discurso. O professor, como principal responsável pela organização do discurso da aula, tem aí um outro papel, colocando questões, proporcionando situações que favoreçam a ligação da Matemática à realidade, estimulando a discussão e a partilha de ideias.



Débora Cristina Virgilino Cruz

Novembro/2015

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

PLANO DE AULA 

INICIAÇÃO MUSICAL

OBJETIVOS:

Desenvolver a acuidade auditiva nas crianças e colocá-las em contato com o sistema de produção de sons.
Ampliar o repertório literário e musical das crianças.
Escuta atenta dos sons do cotidiano ( inclusive o silêncio).
Funcionamento dos instrumentos musicais.
Conceitos musicais timbre, altura, duração, intensidade e ritmo ).

Público alvo: 1º ano do EF

Material

Rádio  e gravador de som
Instrumentos musicais
Caixas de papelão
Pedras, conchas, talheres, tubos de papelão, bambu, garrafas de vidro e garrafões de papelão

Desenvolvimento 
1ª etapa 
Com uma boa variedade de materiais talheres, pedras, conchas, pedaços de madeira etc.), fazer barulhos e pedir aos alunos que  digam o que ouvem e depois classifiquem de acordo com a altura, a intensidade e a duração. Por exemplo, que som faz um talher contra o outro? E se alguém bater mais forte? O acontece se isso for feito dentro de uma caixa de papelão? Há também outras estratégias interessantes para mostrar que cada som tem uma "personalidade" (timbre), ouvir os sons do ambiente (silêncio).   A intenção é mostrar onde há sons estridentes, suaves, bonitos, repetitivos etc.

 2ª etapa 
É o momento de entender o funcionamento dos instrumentos na prática. Para a produção de sons, sugerir a montagem de chocalhos com latas de metal, arroz ou pedras. Qual deles produz um som melhor. Pode-se propor a construção de instrumentos simples. Basta a garotada trazer de casa materiais de sucata. As garrafas de vidro produzem diferentes sonoridades conforme a quantidade de água colocada dentro. Bambus ou tubos podem virar instrumentos de sopro, e garrafões de água, tambores.

3ª etapa
Gravar os sons e ouvir a produção musical.

Avaliação 
Verificar se a turma diferencia e classifica os sons durante as atividades e avalie se, na hora de produzir os instrumentos, todos entenderam seus princípios básicos de funcionamento.


sábado, 29 de agosto de 2015


Produção de uma história em quadrinhos
acessem:  http://Pixton.com/hq:c8yi2dx5


sábado, 20 de junho de 2015

Brincando com o corpo


 A LINGUAGEM CORPORAL


      Antigamente a sensação tátil era espiritual, hoje é física. Rudolf Steiner diz que “se o Homem não tivesse tato, não teria também o sentido da divindade” (DANTA, BORBA E FEDERZONI, 2006). 

     O sentido do equilíbrio também chamado de sentido de orientação está diretamente ligado ao movimento, nos habilita permanecer eretos contra a gravidade em equilíbrio estático, com nossas mãos livres para agir no mundo, cuidar e consolidar o outro, dando-nos a noção de âncora, de estar seguro no mundo. 

     A inteligência corporal-cinestésica está relacionada com o movimento físico e com o conhecimento do corpo. É a habilidade de usar o corpo para expressar uma emoção (dança e linguagem corporal) ou praticar um esporte, por exemplo. 

     As percepções cinestésicas dão notícias do espaço, da forma e do movimento percebidos através do corpo todo ou parte dele. Desenvolvem habilidades motoras grossa e fina, trabalha a imagem corporal e geografia corporal. Está relacionado com a fala e com o sentido da linguagem 

     Segundo Schroeter (1975), a aprendizagem motora está intimamente ligada à aquisição, aperfeiçoamento, estabilização, emprego e conservação das habilidades motrizes. A aprendizagem em si, não é resultante de um processo exterior, é preciso acima de tudo que haja uma sensibilidade e uma percepção interior, para que flua naturalmente as vontades exteriores. Essa descoberta da aprendizagem motora se dá por uma integração entre o pensamento e a ação. O movimento humano depende essencialmente dessa integração, sem a qual não há educação nesse processo.  

     Segundo Isaia (1995), o ser humano possui distintas competências intelectuais que operam de acordo com seus próprios procedimentos, possuindo uma história de desenvolvimento própria e um específico sistema de regras de funcionamento. Estas competências incorporam habilidades diversificadas, sendo consideradas, a partir disto, inteligências múltiplas ou estruturas da mente. 

     Deste modo fica evidenciado que as atividades físicas pedagógicas tem importante papel no desenvolvimento orgânico e na psique do individuo, devendo ser orientado para uma maturação física, intelectual e emocional da criança.

     A seguir um plano de aula voltado para Educação Infantil, valorizando a descoberta do corpo e seu movimento.


Plano de Aula  para Educação Infantil: 3 e 4 anos                                          
Disciplina: Educação Física                                                                                                                     

A caminhada e a corrida

OBJETIVOS: 
    Perceber a mudança de ritmo corporal conforme variação da intensidade do movimento. Desenvolver auto-observação e conhecimento do corpo.

 DURAÇÃO: 
    01 hora

 METODOLOGIA: 

     Os alunos deverão ser colocados em fila e direcionadas para a quadra da escola. Deve-se utilizar música para organização da fila.
     Chegando a quadra a professora os alunos devem permanecer em fila lateral, ficando todos de frente para a professora, que nesse momento deve pedir a todos para respirar bem fundo, repetindo isso por 03 vezes. Em seguida, pedir para que os alunos tentem ouvir a batida de seu coração; depois, ouvir o coração do colega e dizer se estão no mesmo ritmo ou em ritmos diferentes, buscando identificar essa diferença caso ela seja percebida.
   Após colhida essas informações, as crianças devem ser levadas para um caminho com obstáculos no chão, com círculos e bastonetes, conforme abaixo:

    Durante esse caminho deve ser colocada música para que os passos sigam o ritmo da música, que não deverá ser rápida, para que não caiam, mas com uma frequência média.
    Repetir esse percurso por umas 03 vezes, incentivando as palmas das crianças no ritmo da música. Ao final, colocar novamente as crianças em fila lateral, de frente para o professor e solicitar que ouçam as batidas de seus corações novamente, e de seus colegas.
     Questioná-los se dessa vez o coração está batendo mais rápido que da vez anterior e o porquê eles acham que isso aconteceu. Incentivá-los a compreender que as reações do corpo são uma resposta para as nossas ações.
     Por fim, estabeleça um espaço que as crianças devam ir correndo de um lado a outro, por 03 vezes.
     Ao final repita o momento de auto-observação para escuta dos batimentos do coração. Oriente-os a perceber o que mais tem diferente no corpo após este momento de corrida: estão suando?; a respiração está mais rápida?; porque isso acontece?

RECURSOS METODOLÓGICOS: 
     Bastonetes, círculos, aparelho de som para reprodução de música.

PROPOSTA DE AVALIAÇÃO: 
     A avaliação será feita através da observação quanto à participação e oitiva dos relatos dos alunos. Eles deverão ser capazes de identificar ritmos e reações do próprio corpo após os movimentos propostos.

domingo, 31 de maio de 2015

PNE PRA VALER



                  É cada vez mais comum ouvir falar nos noticiários ou ler nos jornais matérias que mencionam o Plano Nacional de Educação (PNE). A discussão se intensificou cada vez que o documento foi chegando mais perto de sua aprovação final pela presidente Dilma Rousseff, que ocorreu no dia 25 de junho. Mas nem todos estão a par do que é o Plano e como ele deve influenciar o dia a dia das escolas.
                   "O PNE é o grande guia para que possamos mudar a Educação brasileira de forma estruturante", revelou o Ministro da Educação Henrique Paim em evento ocorrido dia 19 de agosto em São Paulo. Diferentemente do Plano anterior, que tratava mais de acesso, esse novo Plano preocupa-se também com a qualidade da Educação.
                   O Plano Nacional de Educação (PNE) é um documento com diretrizes para políticas públicas de educação para o período de 2011 a 2020. O projeto original saiu dos debates ocorridos na Conferência Nacional de Educação (Conae), em 2010, com o intuito de substituir o primeiro plano (2001-2010).
                  Em 15 de dezembro de 2010, o Projeto de Lei do Plano Nacional de Educação (nº 8.035/10) foi enviado ao Congresso pelo governo federal. Nestes dois anos em tramitação na Câmara, o PNE sofreu mais de 3 mil emendas. O texto foi aprovado no Senado em 17 de dezembro de 2013, mas como a Casa fez alterações no texto, ele precisou voltar para a Câmara dos Deputados. O texto-base foi aprovado, enfim, em 28 de maio e seguiu para a sanção da presidente Dilma Rousseff - que o sancionou sem vetos.
                  Uma grande conquista do Plano foi a aprovação dos 10% do PIB nacional para a Educação, ainda que parte desse montante possa ser destinada para o Programa Universidade para Todos (ProUni), que concede isenção fiscal a escolas e faculdades privadas com bolsas de estudos, assim como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Ciência Sem Fronteiras. Ativistas e deputados contrários à inclusão desses programas na cota de recursos do PNE acreditam que a medida distorce a meta de 10% do PIB para educação pública em 2024, pois o uso da verba para isenções fiscais, bolsas de estudos e subsídios em financiamento comprometeriam o investimento na educação pública como prioridade.
                         Além desse, há outros pontos polêmicos, como o combate da desigualdade de gênero. O tema estava presente no texto inicial, mas a redação foi alterada para "a erradicação de todas as formas de discriminação".
                        Para melhor entendermos o assunto, apresento alguns links com vídeos sobre as metas do PNE.
                            Abraços e até a próxima!

Fonte:
http://educarparacrescer.abril.com.br/politica-publica/plano-nacional-educacao-762389.shtml









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