Onde quer que haja mulheres e homens,há sempre o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender Paulo Freire
quarta-feira, 20 de abril de 2016
A
ATUAÇÃO DO PEDAGOGO EM ESPAÇOS NÃO ESCOLARES
Por muitos anos, o processo
educativo foi visto como uma prática institucional pertencente apenas à escola,
sendo esta o único lugar onde o pedagogo poderia atuar.
Contudo, o desenvolvimento
tecnológico, juntamente com a ideologia global de uma sociedade inclusiva e da
igualdade social, fez com que emergisse uma nova forma de pensar a educação: o
processo educativo se tornou
prioridade não mais apenas da
escola institucionalizada, como também de
outros espaços cujo objetivo é a formação humana.
O processo de ensino-aprendizagem se
dá em diferentes espaços nos quais a atuação do educador se faz indispensável.
Todavia, a formação humana, em qualquer espaço, escolar ou não escolar,
necessita de um profissional que esteja preparado para lidar com a prática
pedagógica sistematizada ou não.
Surge daí a necessidade de um
mediador que fosse capaz de formar esses profissionais, relacionando a teoria
com a prática. Esse mediador teria que saber lidar com a prática de ensino, sem
deixar de lado seu caráter humano, sua preocupação com o sujeito. E esse
profissional não podia ser ninguém mais que o pedagogo.
Não diferente é a necessidade da
atuação do pedagogo no âmbito social, hospitalar, entre outros: a pedagogia tem
a prática educativa como objetivo de estudo e essa prática acontece em outros
lugares, não somente na escola.
E a formação do pedagogo está
diretamente relacionada com as transformações contemporâneas, enfocando o
desenvolvimento humano, o trabalho em equipe, o aprofundamento teórico,
estudando os processos de aprendizagem, as estratégias de ensino, dentre outros
requisitos que conferem ao pedagogo sua especificidade.
Fonte:http://periodicos.pucminas.br/index.php/pedagogiacao/article/view/4481/4606
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
REFLEXÃO
SOBRE LINGUAGEM MATERNA E LINGUAGEM MATEMÁTICA
A
propósito da Matemática é comum ouvirmos termos e expressões como as que se
seguem: "a matemática é uma linguagem abstracta", "a linguagem
da matemática é de difícil compreensão aos alunos", "a linguagem da
matemática é precisa e rigorosa". Sendo a matemática uma área do saber de
enorme riqueza, é natural que seja pródiga em inúmeras facetas; uma delas é,
precisamente, ser possuidora de uma linguagem própria, que em alguns casos e em
certos momentos históricos se confundiu com a própria matemática. Na realidade,
esta linguagem é um meio de comunicação possuidor de um código próprio, com uma
gramática e que é utilizado por uma certa comunidade. Esta linguagem tem
registos orais e escritos e, como qualquer linguagem, apresenta diversos níveis
de elaboração, consoante a competência dos interlocutores: a linguagem
matemática utilizada pelos "matemáticos profissionais", por traduzir
ideias de alto nível, é mais exigente do que a linguagem utilizada para traduzir
ideias numa aula ou em uma convers informal. Da mesma forma, a linguagem
natural assume registos de complexidade diferente dependendo da competência dos
falantes. A comparação que se faz entre a linguagem materna (natural) e a linguagem da Matemática, apresenta diferenças marcantes. Desde logo,
porque a linguagem matemática não se aprende a falar em casa, desde tenra idade
– aprende-se, isso sim, a utilizar na escola. A aprendizagem da matemática
apresenta, também, diferenças quando comparada com a aprendizagem de uma
segunda língua natural – que habitualmente também ocorre numa escola – pois não
encontramos, no dia-a-dia, um grupo de falantes que a utilize, em
exclusividade, para comunicar. A linguagem da matemática carece pois do
complemento de uma linguagem materna.
Na
verdade, a linguagem matemática dispõe de um conjunto de símbolos próprios,
codificados, e que se relacionam segundo determinadas regras, que supostamente
são comuns a uma certa comunidade e que as utiliza para comunicar. Porque os falantes
são dotados da capacidade de falar, a linguagem da matemática dispõe de um
registro oral e, assim, podemos falar de uma linguagem matemática oral. Esta
linguagem utiliza a língua natural como língua suporte. Embora com diferenças,
a linguagem escrita da matemática tem um caráter mais universal do que a
linguagem oral.
As
práticas dos professores têm uma forte componente de linguagem. Estas práticas
estão muitas vezes embebidas das visões e dos valores dos professores, de entre
outras, sobre o lugar da linguagem e da comunicação no ensino e na aprendizagem
da matemática. A linguagem da aula de matemática, além das concepções dos
professores, é influenciada por outros fatores, como sejam as aprendizagens
anteriores dos alunos, o nível sócio-cultural e a formação de professores.Daí a
qualidade do trabalho desenvolvido por uma turma, e consequentemente o tipo de
linguagem e a qualidade da comunicação, depende, em grande medida, da forma
como o professor organiza as situações de ensino/aprendizagem, da forma como
organiza o trabalho dos alunos, de como os orienta e das tarefas que apresenta
(linguagem).Cabe ao professor encontrar tarefas que sejam equilibradas para
cada tipo de alunos, ou seja, que sejam abordáveis por estes mas, ao mesmo
tempo, desafiantes. As tarefas rotineiras, vulgarmente designadas por
exercícios, não são, normalmente, geradoras de grande discussão entre os
alunos, uma vez que o modo de resolução assenta num algoritmo já conhecido
destes. As tarefas demasiado difíceis para os alunos sem nenhum tipo de familiaridade são, no outro oposto, inibidoras do
desencadear da comunicação, que na maior parte dos casos bloqueiam totalmente.
É
necessário que o professor escute os alunos e lhes peça para explicitarem o seu
pensamento, pois se querem ajudar os alunos a valorizarem a Matemática, de
forma a tirarem partido do seu poder, é fundamental mudarem as suas práticas,
dando tempo para os alunos explorarem, formularem problemas, desenvolverem
estratégias, fazerem conjecturas, raciocinando sobre a validade dessas
conjecturas, discutirem, argumentarem, preverem e colocarem questões. Esta nova
visão da comunicação na sala de aula, pressupõe um outro tipo de discurso. O
professor, como principal responsável pela organização do discurso da aula, tem
aí um outro papel, colocando questões, proporcionando situações que favoreçam a
ligação da Matemática à realidade, estimulando a discussão e a partilha de
ideias.
Débora Cristina Virgilino Cruz
Novembro/2015
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
PLANO DE AULA
INICIAÇÃO
MUSICAL
OBJETIVOS:
Desenvolver a acuidade auditiva nas crianças e colocá-las em contato com
o sistema de produção de sons.
Ampliar o repertório literário e musical das crianças.
Escuta atenta dos sons do cotidiano ( inclusive o silêncio).
Funcionamento dos instrumentos musicais.
Conceitos musicais timbre, altura, duração, intensidade e ritmo ).
Público alvo: 1º ano do EF
Material
Rádio e gravador de som
Instrumentos musicais
Caixas de papelão
Pedras, conchas, talheres, tubos de papelão, bambu, garrafas de vidro e
garrafões de papelão
Desenvolvimento
1ª etapa
Com uma boa variedade de materiais
talheres, pedras, conchas, pedaços de madeira etc.), fazer barulhos e pedir aos
alunos que digam o que ouvem e depois
classifiquem de acordo com a altura, a intensidade e a duração. Por exemplo,
que som faz um talher contra o outro? E se alguém bater mais forte? O acontece
se isso for feito dentro de uma caixa de papelão? Há também outras estratégias
interessantes para mostrar que cada som tem uma "personalidade"
(timbre), ouvir os sons do ambiente (silêncio). A intenção é mostrar onde
há sons estridentes, suaves, bonitos, repetitivos etc.
2ª etapa
É o momento de entender o funcionamento
dos instrumentos na prática. Para a produção de sons, sugerir a montagem de
chocalhos com latas de metal, arroz ou pedras. Qual deles produz um som melhor.
Pode-se propor a construção de instrumentos simples. Basta a garotada
trazer de casa materiais de sucata. As garrafas de vidro produzem diferentes
sonoridades conforme a quantidade de água colocada dentro. Bambus ou tubos
podem virar instrumentos de sopro, e garrafões de água, tambores.
3ª etapa
Gravar os sons e ouvir a produção
musical.
Avaliação
Verificar se a turma diferencia e classifica os sons durante as
atividades e avalie se, na hora de produzir os instrumentos, todos
entenderam seus princípios básicos de funcionamento.
sábado, 29 de agosto de 2015
sábado, 20 de junho de 2015
Brincando com o corpo
A LINGUAGEM CORPORAL
Antigamente a sensação tátil era espiritual, hoje é física. Rudolf
Steiner diz que “se o Homem não tivesse tato, não teria também o sentido da
divindade” (DANTA, BORBA E FEDERZONI, 2006).
O sentido do equilíbrio também chamado de sentido de orientação está
diretamente ligado ao movimento, nos habilita permanecer eretos contra a
gravidade em equilíbrio estático, com nossas mãos livres para agir no mundo,
cuidar e consolidar o outro, dando-nos a noção de âncora, de estar seguro no
mundo.
A
inteligência corporal-cinestésica está relacionada com o movimento físico e com
o conhecimento do corpo. É a habilidade de usar o corpo para expressar uma
emoção (dança e linguagem corporal) ou praticar um esporte, por exemplo.
As percepções cinestésicas dão notícias do espaço, da forma e do movimento
percebidos através do corpo todo ou parte dele. Desenvolvem habilidades motoras
grossa e fina, trabalha a imagem corporal e geografia corporal. Está
relacionado com a fala e com o sentido da linguagem
Segundo Schroeter (1975), a aprendizagem motora está intimamente
ligada à aquisição, aperfeiçoamento, estabilização, emprego e conservação das
habilidades motrizes. A aprendizagem em si, não é resultante de um processo
exterior, é preciso acima de tudo que haja uma sensibilidade e uma percepção
interior, para que flua naturalmente as vontades exteriores. Essa descoberta da
aprendizagem motora se dá por uma integração entre o pensamento e a ação. O
movimento humano depende essencialmente dessa integração, sem a qual não há
educação nesse processo.
Segundo Isaia (1995), o ser humano possui distintas competências
intelectuais que operam de acordo com seus próprios procedimentos, possuindo
uma história de desenvolvimento própria e um específico sistema de regras de
funcionamento. Estas competências incorporam habilidades diversificadas, sendo
consideradas, a partir disto, inteligências múltiplas ou estruturas da mente.
Deste modo fica evidenciado que as atividades físicas pedagógicas tem
importante papel no desenvolvimento orgânico e na psique do individuo, devendo
ser orientado para uma maturação física, intelectual e emocional da criança.
A seguir um plano de aula voltado para Educação Infantil, valorizando a descoberta do corpo e seu movimento.
Plano de Aula para Educação Infantil: 3 e 4 anos
Disciplina: Educação Física
A caminhada e a corrida
OBJETIVOS:
Perceber a mudança de ritmo corporal conforme variação da intensidade do
movimento. Desenvolver auto-observação e conhecimento do corpo.
DURAÇÃO:
01 hora
METODOLOGIA:
Os alunos deverão ser colocados em fila e direcionadas para a quadra da escola.
Deve-se utilizar música para organização da fila.
Chegando
a quadra a professora os alunos devem permanecer em fila lateral, ficando todos
de frente para a professora, que nesse momento deve pedir a todos para respirar
bem fundo, repetindo isso por 03 vezes. Em seguida, pedir para que os alunos
tentem ouvir a batida de seu coração; depois, ouvir o coração do colega e dizer
se estão no mesmo ritmo ou em ritmos diferentes, buscando identificar essa
diferença caso ela seja percebida.
Após
colhida essas informações, as crianças devem ser levadas para um caminho com obstáculos
no chão, com círculos e bastonetes, conforme abaixo:
Repetir esse percurso
por umas 03 vezes, incentivando as palmas das crianças no ritmo da música. Ao
final, colocar novamente as crianças em fila lateral, de frente para o
professor e solicitar que ouçam as batidas de seus corações novamente, e de
seus colegas.
Questioná-los se dessa
vez o coração está batendo mais rápido que da vez anterior e o porquê eles
acham que isso aconteceu. Incentivá-los a compreender que as reações do corpo
são uma resposta para as nossas ações.
Por fim, estabeleça um
espaço que as crianças devam ir correndo de um lado a outro, por 03 vezes.
Ao final repita o
momento de auto-observação para escuta dos batimentos do coração. Oriente-os a
perceber o que mais tem diferente no corpo após este momento de corrida: estão
suando?; a respiração está mais rápida?; porque isso acontece?
RECURSOS
METODOLÓGICOS:
Bastonetes, círculos, aparelho de som para reprodução de música.
PROPOSTA
DE AVALIAÇÃO:
A avaliação será feita através da observação quanto à
participação e oitiva dos relatos dos alunos. Eles deverão ser capazes de
identificar ritmos e reações do próprio corpo após os movimentos propostos.
domingo, 31 de maio de 2015
PNE PRA VALER
É cada vez mais comum ouvir falar nos noticiários ou ler nos jornais matérias que mencionam o Plano Nacional de Educação (PNE). A discussão se intensificou cada vez que o documento foi chegando mais perto de sua aprovação final pela presidente Dilma Rousseff, que ocorreu no dia 25 de junho. Mas nem todos estão a par do que é o Plano e como ele deve influenciar o dia a dia das escolas.
"O PNE é o grande guia para que possamos mudar a Educação brasileira de forma estruturante", revelou o Ministro da Educação Henrique Paim em evento ocorrido dia 19 de agosto em São Paulo. Diferentemente do Plano anterior, que tratava mais de acesso, esse novo Plano preocupa-se também com a qualidade da Educação.
O Plano Nacional de Educação (PNE) é um documento com diretrizes para políticas públicas de educação para o período de 2011 a 2020. O projeto original saiu dos debates ocorridos na Conferência Nacional de Educação (Conae), em 2010, com o intuito de substituir o primeiro plano (2001-2010).
Em 15 de dezembro de 2010, o Projeto de Lei do Plano Nacional de Educação (nº 8.035/10) foi enviado ao Congresso pelo governo federal. Nestes dois anos em tramitação na Câmara, o PNE sofreu mais de 3 mil emendas. O texto foi aprovado no Senado em 17 de dezembro de 2013, mas como a Casa fez alterações no texto, ele precisou voltar para a Câmara dos Deputados. O texto-base foi aprovado, enfim, em 28 de maio e seguiu para a sanção da presidente Dilma Rousseff - que o sancionou sem vetos.
Uma grande conquista do Plano foi a aprovação dos 10% do PIB nacional para a Educação, ainda que parte desse montante possa ser destinada para o Programa Universidade para Todos (ProUni), que concede isenção fiscal a escolas e faculdades privadas com bolsas de estudos, assim como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Ciência Sem Fronteiras. Ativistas e deputados contrários à inclusão desses programas na cota de recursos do PNE acreditam que a medida distorce a meta de 10% do PIB para educação pública em 2024, pois o uso da verba para isenções fiscais, bolsas de estudos e subsídios em financiamento comprometeriam o investimento na educação pública como prioridade.
Além desse, há outros pontos polêmicos, como o combate da desigualdade de gênero. O tema estava presente no texto inicial, mas a redação foi alterada para "a erradicação de todas as formas de discriminação".
Abraços e até a próxima!
Fonte:
http://educarparacrescer.abril.com.br/politica-publica/plano-nacional-educacao-762389.shtml
Interessado em saber mais!? Acesse: http://educarparacrescer.abril.com.br/politica-publica/metas-plano-nacional-educacao-855800.shtml
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